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domingo, 10 de junho de 2012

Sereia



Blog da Esotérica Ivanih Bianco
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SEREIA


Sedutoras, belas, dona de voz inebriante, sempre convidando os viajantes a se perder nas profundezas do mar. Assim são as sereias.
Da mitologia grega às histórias infantis, essas figuras lendárias encantam e, através dos tempos, nos ensinam que é melhor não acreditar nas aparências.

O ENCANTO DAS SEREIAS

Reza a lenda que essas criaturas, metade peixe, metade mulher, habitavam os rochedos escarpados entre as Ilhas de Capri e o litoral da Itália. Mas pelo mundo afora elas vivem no imaginário de crianças e adultos, languidamente estendida sobre rochedos, penteando longos cabelos por horas a fio. Cantam, encantam e, ao mesmo tempo, desafiam os homens a resistir a tanta beleza.
Mais que belas figuras, digamos que no dia-a-dia alguns momentos sejam inspirados pela energia das sereias. Elas representam a ilusão que a todo momento pode nos fisgar e ludibriar a razão, simboliza a fraqueza da alma em acreditar no mundo  das aparências: “A característica dos semi-animais de seduzir para matar é clássica e provavelmente vem da serpente que seduz, encanta e mata”.
“As sereias representam exatamente o que acontece quando nos deixamos encantar pela beleza física, pela primeira impressão de alguém ou de uma situação. Fatos ou pessoas envoltos numa “embalagem enfeitada”podem nos parecer tremendamente atraente. Porém, se não nos dermos a chance de conhece-los por dentro, fazer um julgamento mais profundo do que nos é apresentado, corremos o risco de nos perder, no amor, na confiança, na vida”.
No caso da sereia, além da sedução física, há o encantamento da voz. Ela nos ensina, portanto, que a alma deve entoar a melodia, e não meras palavras. A mitologia grega dá o exemplo de como conseguir estar diante do encantamento sem se deixar  levar para o fundo das águas. Consta que terminada a Guerra de Tróia, o herói Ulisses, ao retornar a Ítaca- sua terra natal- foi obrigado a passar por um lugar onde havia muitas sereias. Então, ordenou aos marinheiros que vedassem os ouvidos com cera para não escutar o canto fatal e amarrou-se ao mastro da embarcação para, assim ouvir as sereias sem perigo. Ao perceber que Ulisses escapara ao encantamento, tomadas de indignação, elas lançaram-se ao mar.
“O que Ulisses faz é um excelente paradigma. Sabendo da força sedutora das sereias, ele resiste e consegue se salvar  do perigo que elas representam.
Nos alerta contra o risco de confundir essência e aparência”.

AMOR E IMORTALIDADE

Nas histórias infantis as sereias são mais doces e transmitem uma lição de generosidade e esperança. Há uma história  real que uma escritora que um humilde pescador que fisgou uma linha fêmea de escamas vermelhas e pela qual se apaixonou. Em vez de mata-la, devolveu-a ao mar e mergulhou com sua amada numa exploração das profundezas do oceano. Fantasticamente, ele fecunda os ovos dela. Antes que os filhotes nascessem, o pescador, que era humano, teve de voltar para a superfície e conformar-se a viver com seus semelhantes. Apesar de procura-la, nunca mais encontrou essa fêmea de escamas vermelhas. Anos mais tarde, vagando pelas águas num barquinho, deparou-se com um ser magnífico, metade gente, metade peixe. Era sua filha, fruto do amor profundo e verdadeiro que jamais havia abandonado seu coração.

SEREIAS BRASILEIRAS

As longo do tempo, o mito da sereia se transformou, fundiu-se com outros e gerou duas importantes entidades do imaginário brasileiro. A temida Iara, que nasceu das tribos tupi-guaranis, atrai os homens para o fundo do mar. Mas é em Iemanjá que nossa sereia encontra maior expressão. Ela é o Orixá feminino das religiões afro-brasileiras, mãe de todas as divindades, rege o mar e os amores, porém não ostenta um rabo de peixe.
Na Bahia, está associada a Nossa Senhora da Conceição, do Carmo, da Piedade, das Candeias, das Dores e do Rosário. A pedra e a concha do mar são seus emblemas e ela carrega, ainda, um leque e uma espada. Vermelho, rosa e azul são suas cores, e suas filhas-de-santo usam pulseiras e contas na forma de pingos d’água. Sua festa anual varia de acordo com a religião: na Bahia, acontece no 2 dia de fevereiro. No Rio de Janeiro, o culto a Iemanjá marca a virada do ano. Milhares de pessoas lotam a beira-mar para fazer pedidops e oferecer flores e presentes. Um ritual de fá, beleza e alegria.

Axé

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