Rezadeiras - Rezas que afastam o mal.





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Receber as bênçãos de uma pessoa ao menor flagelo de mau olhado ou ‘quebranto’ acabou sendo um aspecto de crendice popular, passado pelos nossos avós e que está avançando no tempo. Ainda hoje, as chamadas rezadeiras ou benzedeiras são tão procuradas como antigamente, mantendo um costume que os anos não apagam.
Em Mossoró não há uma comunidade em que ninguém não tenha recorrido aos auxílios de uma rezadeira para tirar quebranto. As rezadeiras têm como finalidade maior rezar pelos males que afligem o povo, sobretudo os pobres. Não existe benzedeira sem que haja uma comunidade que busque suas orações.
No entanto, nem mesmo elas sabem explicar o porquê desse conhecimento misterioso. Dona Clinaura Joana da Silva, que reside no Planalto 13 de Maio, é conhecida, querida por todos e procurada nos momentos de aflição, principalmente pelas mães, que chegam com as crianças caídas no colo, sem que nem mesmo os remédios ajudem a melhorar. Sem ler nem escrever, Dona Clinaura conta que aprendeu a rezar com a sua mãe, quando era adolescente e quebrava pedra para sobreviver. Ela diz que, até hoje, não teve uma criança que não tenha saído boa de sua casa.
"Eu aprendi os dizeres com a minha mãe, que fazia isso e rezava com fé e aí a pessoa ficava curada", explica Dona Clinaura, ressaltando que além dos moradores do bairro, recorrem a ela pessoas de todas as classes sociais.
"Se vier aqui eu atendo. Dia desses, um homem de fora, de São Paulo, muito bonito, gordo, chegou de visita à família. Depois de receber agrado, sem mais nem menos, ele caiu desfalecido e foi preciso três pessoas pra carregar. Ele esteve aqui, eu rezei e ele, que nem acreditava em quebranto, ficou bom", explica ela, levantando as folhas de pião de São Francisco, que ficam murchinhas depois da reza. Clinaura diz ainda estar sempre pronta a atender qualquer pessoa lhe pedindo uma reza.
Para os mais velhos, há bênção para pessoas, animais, rezas pela paz nas famílias, para tirar cobras de uma fazenda, para haver boa viagem. Reza em doentes, mesmo quando estão distantes e a benzedeira também costuma ensinar remédios – medicina caseira.
Dona Luíza Martins afirma sem modéstias que é uma das rezadeiras mais conhecidas de Mossoró. "Curei tanta criança que nem saberia dizer quantas. Já tá com mais de 30 anos que rezo", conta ela que se diz católica e que a reza não pode ser feita por qualquer pessoa.
"Eu descobri que podia curar depois que passei por um momento difícil, quando ainda adolescente. Aprendi a rezar com um homem chamado Chico, numa favela de Natal. Depois que ele rezou e me curou. Ele disse que eu também poderia fazer porque era médium e eu aprendi com 18 anos. Hoje tenho 60 anos", explica ela, que mora no bairro Bom Jardim.

Rezadeiras e as suas atribuições

• Discriminação e controle social: – Na Idade Média, muitas rezadeiras, acusadas de serem bruxas, foram perseguidas pela Inquisição. Hoje, o mesmo controle social é exercido em nome da medicina erudita e pela psiquiatria.**
• O ritual da bênção acontece perto do oratório, freqüentemente há uma vela acesa; muitas rezadeiras têm um quartinho especial para a oração.
• Cada rezador ou rezadeira tem seu carisma. A rezadeira idosa é procurada para aconselhar menina-moça na puberdade. A rezadeira reza em crianças doentes. A própria mãe também pode benzer a criança. Às vezes o rezador ou a rezadeira leva um pouco do mal que o doente sofre. Rezar em quebranto pode fazer a rezadeira bocejar. A rezadeira entende seu trabalho como um serviço que ela assume por tradição e respondendo à necessidade da sua comunidade.
• Uma das formas de benzer de quebranto: – a rezadeira faz uma cruz com os pés da criança, rezando três vezes o Padre-Nosso e Ave-Maria; virando-a de bruços, tomava-lhe os pés bem juntinhos, sobre os quais fazia o nome do Padre, e oferecia a Nosso Senhor Jesus Cristo. Ou então rezava assim: – Deus qui te feis,/ Deus qui ti criou,/ Nossa Senhora é qui tira /esse mal qui ti introu.// E rezava um Padre-Nosso e uma Ave-Maria à Nossa Senhora da Aparecida."*
• Nem todo mundo tem aptidão de curar pela oração. É claro que a psicologia é fator importante, mas como explicar a cura à distância, cura de crianças e até de animais apenas pela sugestão? Os rezadores dizem que é a fé que cura e costumam rezar gratuitamente. Normalmente não se consideram dotadas de forças especiais, como sugerem os adeptos da parapsicologia.
• Geralmente a benzedeira aprende as orações, os gestos, os remédios, com algum parente próximo. Nem sempre gostam de passar a outros as palavras que rezam.

Fonte: http://www2.uol.com.br/omossoroense/230502/especial.htm

Axé


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